quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Qual a importância de se obter uma licença B1.1 ou B2 EASA?



Não é novidade que a tal da Globalização veio para ficar e fazer com que o mundo se tornasse mais interligado, ou melhor, que os países, empresas e pessoas passassem a ter mais conectividade e assim facilitar  a comunicação , as transações comerciais , o intercâmbio cultural e os estudos científicos. 

Juntamente com o advento da internet, tudo isso se potencializou e hoje temos uma integração da humanidade como jamais havíamos presenciado neste mundo. Isso se tornou realidade! Hoje entendemos o que lá no início da década de 90 era anunciado na mídia com grande frenesi de que a Globalização iria fazer o mundo se tornar pequeno, mas ao mesmo tempo tão grande.

Sabemos que durante esse processo de globalização surgiram muitas inovações, muitas empresas, muitas profissões que não existiam e vimos também a extinção de outras tantas. As notícias são atualizadas a cada segundo e não mais a cada dia ou semana como eram antigamente... tudo mudou. 

Nos dias atuais, somos cidadãos do mundo; ainda que existam muitas regras a serem cumpridas em cada país,mas os blocos econômicos como  a Alca , Apec ,Cei ,G-8 ,Mercosul,Nafta, União Européia, além de outros blocos menores, veja na imagem abaixo, vieram para reduzir as distâncias e fazer com que as regras a serem cumpridas sejam mais interligadas entre si e entre os países  que se uniram em pactos políticos/econômicos.


Quando falamos em integração, não podemos deixar de fora a aviação. Essa atividade tem grande responsabilidade por dinamizar a Globalização deste planeta , pois se não fosse por ela, as distâncias ainda permaneceriam enormes. Já imaginou se não houvesse o avião? Como iria uma indústria lá da China , da Alemanha, dos Estados Unidos e do Brasil,  vender seus produtos para o mundo e entregá-los com rapidez? Hoje você liga seu computador, acessa a internet, escolhe o produto que deseja, compra e, se ele for de um fornecedor que se localiza em outro país, em dois , três ou no máximo em sete dias, dependendo da logística complementar terrestre, estará  sendo entregue na sua casa. Isso tudo graças a rapidez da aviação. 

Da mesma forma, o mercado de trabalho se tornou Globalizado. Hoje não é raro vermos profissionais de diversas áreas trabalhando em países que não são os de origem. Ficou muito mais fácil ter perspectivas de evolução profissional fora do seu local , de seu "mundinho".  Na aviação não é diferente. Um mecânico que trabalha aqui no Brasil, pode muito bem sonhar em trabalhar na Europa , nos Estados Unidos ou em qualquer outra parte do mundo. Claro, que quem quer realmente evoluir na carreira e aproveitar as oportunidades que aprecem no mercado internacional deve estar preparado para isso, pois a concorrência não é pequena. Para sonhar alto você precisa estar preparado e possuir diferenciais. Estudar então é o caminho a seguir. Saber uma outra língua é fundamental, principalmente o Inglês, que ainda é o idioma oficial na aviação.

Até bem pouco tempo atrás, mais ou menos até 2005, havia um grande interesse na aviação pela obtenção de uma certificação FAA, pois com essa certificação, os profissionais de aviação aqui do Brasil poderiam trabalhar nos E.U.A ou em qualquer outra parte do mundo, mas com o passar do tempo, com a consolidação do bloco econômico/político europeu, que vem polarizando com os Estados unidos a economia mundial e, com os dois maiores fabricantes de aeronaves do mundo , que também estão polarizados nesses blocos econômicos, a Boeing no mercado americano e a Airbus no mercado europeu, novas percepções de valorização de certificações foram surgindo. A EASA, uma agência europeia de segurança da aviação, foi criada em 2002 e se fortaleceu como autoridade na aviação civil mundial. Muitos países passaram a seguir as regras dessa autoridade e a FAA deixou de ser a única referência para a aviação. Para se trabalhar na Europa , por exemplo, não basta ter uma licença FAA, é preciso ter uma licença emitida pela autoridade local (seja qual for o país) seguindo as regras estabelecidas pela EASA. Isso já se estende a alguns países da Ásia e África. Como podemos ver, cada vez mais a Globalização exige que os profissionais se superem e se qualifiquem para poder disputar um lugar  ao sol. 

Para que seja esclarecido um pouco mais sobre a certificação EASA para mecânicos de manutenção aeronáutica, vamos disponibilizar alguns links que trazem os requisitos estabelecidos no regulamento denominado Part 66. Vejam abaixo:

http://cenfortec.eu/index.php/pt/cursos-tma/autoproposto/apb1-1

 http://cenfortec.eu/index.php/formacaoteorica

http://cenfortec.eu/index.php/formacaopratica 

https://www.easa.europa.eu/faq/21067 


Se você acessou os links acima, pôde observar que,  para nós brasileiros, este processo de obtenção se torna um pouco complexo, pois a certificação é emitida por uma organização europeia devidamente homologada pela EASA  nas sub-partes 66 e 147 e, tais organizações, estão na Europa. 

Mas, como dissemos no início desta postagem, a globalização veio para encurtar distâncias e temos uma boa novidade para aqueles que pretendem  voar alto nesta carreira de mecânicos de manutenção e ganhar o mundo. 
A escola Skyleader de aviação   http://skyleader.com.br/ , em parceria com a CENFORTEC (http://cenfortec.eu/)  homologou o curso de formação junto a EASA e está facilitando a vida de quem não pode sair do país para obter a certificação B1.1. O curso é realizado na cidade de Guarulhos em São Paulo e ao final dele , os exames são realizados também na escola através de inspetores da ANAC (Portugal) /EASA.

Visando facilitar a vida dos profissionais que residam no Rio de Janeiro e adjacências, o blog em parceria com a Skyleader está prevendo abrir turmas aqui na cidade. Os interessados poderão obter 
melhores informações através do e-mail josefernandesinst@gmail.com ou pelo telefone (21)- 99727-6244. Novas turmas previstas para janeiro/18.

 Vejam nos links abaixo algumas informações sobre o mercado para mecânicos na Europa.





Um comentário:

  1. Importante frisar que uma certificação internacional dará mais visibilidade ao profissional da aviação que pretenda fazer carreira fora do país.

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