
São relativamente poucas escolas em relação ao tamanho da nossa aviação, mas por outro lado também há a falta de estímulo para que os jovens procurem esta profissão. A Manutenção de aeronaves passou nos últimos anos por uma situação muito curiosa. Grandes empresas aéreas faliram e deixaram muitos profissionais no mercado com ótima qualificação e experiência o que facilitou a vida das demais empresas , pois contrataram pessoas prontas para a atividade que requer no mínimo 5 anos para formação total. Isto fez com que a abertura de vagas nas empresas,para jovens recém formados , não acompanhasse a oferta de mão-de-obra que estava sendo lançada no mercado pelas escolas em meados da década de 90 e, isto , desestimulou os jovens e as escolas a continuarem a formação de mecânicos. As escolas por não terem alunos suficientes matriculados e os jovens por não verem mais a profissão como uma grande oportunidade , já que, as poucas vagas que surgiam no mercado eram muito concorridas e os salários já não eram atraentes. Com o passar de mais uma década , os profissionais da ativa nas empresas aéreas começaram a se aposentar e começou a surgir lacunas que foram preenchidas por mão-de-obra não qualificada, mas que aprendiam o serviço supervisionados por profissional devidamente licenciado pelo DAC ( atual ANAC). Hoje, acontece que o nº de profissionais devidamente licenciados e com experiência , vem diminuindo a cada ano devido a aposentadoria desses especialistas e há necessidade de se repor essa mão-de-obra , mas não se encontra facilmente no mercado devido essa lacuna na formação de +/- 10 anos e, as empresas, não conseguem formar com a rapidez necessária. O que está ocorrendo hoje é uma procura grande de pessoas que já trabalham nas empresas e não possuem ainda o CHT(Certificado de Habilitação Técnica) que procuram curso de formação para poderem prestar a banca da ANAC e conseguirem essa certificação.
Bem, mas a boa notícia é que é que as escolas que já existiam voltaram a apostar na formação de mecânicos e ainda surgiram outras que estão contribuindo para um aumento na oferta de vagas. No Rio de Janeiro nos últimos 3 anos surgiram escolas como a Fly, ACFT, Avitraining e também a TAP Manutenção e Engenharia. Esta Última faz parte do trabalho realizado pela empresa na formação interna de seus funcionários não sendo aberta ao público. Isto demonstra também a preocupação que as grandes empresas possuem hoje em dia na qualificação cada vez maior de seus funcionários. Com as notícias de criação de pólos aeronáuticos, vemos que o potencial da aviação civil se renova e as chances de emprego para mecânicos também acompanham essas expectativas. No Rio Grande do Sul também temos boas escolas como a Flight e a EEPMA.