sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pedaço da História - Fábrica de aviões do Galeão- RJ

Poucos sabem , mas existiu sim uma fábrica de aviões onde hoje é o aeroporto internacional do Rio de Janeiro-Antonio Carlos Jobim, o Galeão.

Na década de 30 , quando a aviação estava em plena expansão pelo mundo, a companhia norte-americana Curtiss Wright Export Corporation , se mostrou interessada na construção de uma fábrica de aeronaves no Brasil e , para viabilizar esse empreendimento, foi criada uma comissão designada pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, com a colaboração de representantes da aviação Naval e Militar para organizar as bases necessárias para a implantação de tal projeto. Essa iniciativa não logrou êxito , mas originou uma preocupação com a necessidade de implantar uma fábrica que pudesse suprir as aeronaves da Aviação Naval. A marinha já havia importado no período de 1927 a 1935 cento e quarenta e três aeronaves e destes cerca de 60 estavam parados por falta de manutenção.

Depois de ter enviado aos Estados Unidos um grupo de aviadores para negociar com as indústrias americanas a instalação de oficinas de manutenção aqui no Brasil, em 1938 foi lançada a pedra fundamental para a construção de uma estrutura de 19000 metros quadrados de área coberta na área do Galeão. Mas quem se interessou de fato por se instalar no Brasil foram os Alemães. Daí para fabricar o primeiro avião foi só questão de tempo e, tempo que passou rápido. Em 1939 já se fabricava o Focke Wulf-44, batizado no Brasil de "Colibri". Esse avião era o mais fabricado no mundo naquela época sob licença, ou seja, a fábrica alemã autorizava a construção dessas aeronaves em várias partes do mundo e, inclusive, com a transferência de tecnologia.

Em 1941 , com o surgimento do Ministério da Aeronáutica, o projeto alemão de construção de aeronaves no Brasil entrava em sua etapa final. Este ministério assumiu os ativos da Aviação Militar e da Aviação Naval ( Oficinas navais da Ilha do Galeão) que passaram a ser denominadas de Fábrica do Galeão. Para essa nova fase, o ministério recorreu aos Estados Unidos para poder prosseguir com a fabricação de aeronaves. O modelo selecionado foi o Fairchild M-62A Cornell mais conhecido como PT-19. Um primeiro lote de 20 aeronaves foram construídas com peças americanas e depois foram construídas mais 200 aeronaves desse tipo com componentes brasileiros.

Em 1952 chega ao fim a era de ouro da fabricação de aeronaves no Rio de Janeiro. Nesse período foram feitos apenas alguns testes e modificações no projeto original dos PT-19.

Mais informações acesse o fotolog do Terra no endereço:


http//fotolog.terra.com.br/ilhadogovernador:98


Fonte: A Crise da Industria Aéronáutica Brasileira: 1945-1968

De Roberto Portella Bertazzo

Universidade Federal de Juiz de Fora -2003


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