sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Escassez de especialistas na manutenção de aeronaves.


A manutenção de aeronaves requer mão-de-obra qualificada e o mercado nacional anda carente de várias especialidades nessa área. Durante muitos anos houve negligência do governo quanto a fomentar a formação de mão-de-obra especializada. Havia poucas escolas com esse objetivo e basicamente se resumia ao ITA, a FAB, algumas escolas de aviação civil como a EAPAC do Rio de Janeiro e as empresas aéreas, que eram as formadoras , mas não certificadoras de seu pessoal de manutenção. Hoje, a ANAC ( Agência Nacional de Aviação Civil ) vem se mostrando bastante preocupada com o quadro atual da aviação brasileira no que se refere a formação de especialistas nessa atividade. Há uma carência muito grande em vários setores e a grande equação é: como preparar pessoas para atuar na aviação em pouco tempo sem perder a qualidade do treinamento? Estudos realizados recentemente pela ANAC comprovam que se nada for feito desde agora, em poucos anos estaremos vivenciando uma total falta de especialistas nas mais diversas áreas da aviação civil como, por exemplo, na manutenção de aeronaves. Para se ter uma idéia a formação de um mecânico com total capacidade para solucionar os mais diversos problemas de manutenção de uma aeronave leva em média de 3 a 5 anos. Primeiramente o candidato a essa profissão deve passar por um curso de formação com carga horária de 1014 hs. Após a aprovação neste curso ainda há a necessidade de passar por uma banca de exames na ANAC para que possa ser emitida o CCT ( Certificado de Conhecimento Teórico) dando condições para que a pessoa possa trabalhar em uma empresa de manutenção de aeronaves ou companhia aérea exercendo a função de ajudante de manutenção aeronáutica ( AJMA) e terá que obter experiência de pelo menos 3 anos para poder requerer a certificação de Mecânico ( CHT) junto a ANAC. Daí então , o profissional ainda tem que se qualificar para trabalhar nos diversos modelos de aeronaves existentes como Boeing , Airbus, Embraer, Citation, Fokker, Bombardier, etc.
As autoridades de aviação civil estão cada vez mais exigentes quando se trata de treinamento do profissional de aviação. Hoje está em evidência não só o treinamento teórico ,mas também o treinamento prático OJT, sigla em inglês para On the Job Training que em português significa Treinamento no Local de Trabalho , que é aquele que proporciona adquirir as habilidades necessárias para se atuar com segurança nas operações e na manutenção de aeronaves. Algumas empresas brasileiras que precisam operar com aeronaves voando para outros países como Estados Unidos da América ou para países da Europa, precisam atender também as exigências das autoridades locais desses países como o FAA ( EUA) e EASA ( Europa). Não basta apenas seguiras regras estabelecidas pela ANAC. As empresas de manutenção aeronáutica, chamadas de MRO ( Maintenance Repair Overhaul) como a brasileira VEM- Manutenção e Engenharia , que atendem a clientes dos mais diversos países, precisam ter seus funcionários de manutenção certificados por essas autoridades para que possam realizar as tarefas de manutenção e liberação de serviços. Para tal é necessário que cumpram todas as exigências legais estabelecidas nos regulamentos dessas autoridades. Tudo isso visando a segurança cada vez maior e a confiabilidade dos serviços prestados.Como podemos notar, esse mercado é bastante exigente e o bom profissional precisa de tempo para moldar seu perfil e adquirir a habilidade necessária para executar os serviços pertinentes sem riscos e com plena confiança. É evidente que algo tem que ser feito para que tenhamos a velocidade necessária para a qualificação dos profissionais sem no entanto perder o foco na segurança e na qualidade do profissional. Acredito que o governo possa contribuir atuando mais firmemente nessa área. Hoje, ainda não temos cursos voltados para essa área nas escolas públicas e nem em universidades federais. O governo precisa tratar a aviação como uma atividade estratégica dentro da política econômica e de desenvolvimento. Não podemos esperar que só aqueles que podem pagar por um curso de formação de mecânico ou de piloto sustentem esse esforço de manter o setor aéreo funcionando, temos que abrir espaço também para aqueles que desejam e não têm recursos para enfrentar a maratona de um curso de formação podendo ser feito através de cursos de nível médio ( técnico) e superior, encurtando o tempo para formação já que ao término do curso o aluno estaria apto a realizar os exames da ANAC e aumentaria a qualidade da capacitação do profissional de aviação.

3 comentários:

Sergio Luiz Oliveira disse...

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