Simulados para a ANAC

Para aqueles que pretendem realizar estudos extras para preparação às provas da ANAC , indico uma visita ao blog do meu amigo Heinz http://hangardoheinz.blogspot.com/, pois há uma seção só de questões (simulados).

domingo, 25 de novembro de 2012

Mais uma empresa aérea brasileira que some do mapa !

Em 8 de Julho 2011 a companhia aérea Gol anunciou a intenção de compra da webjet em uma negociação no valor de R$ 96 milhões. Esta compra reforça a sua posição de ser a 2° Maior compania aérea do brasil, se aproximando da TAM e também pelo interesse no uso dos slots de aeroportos centrais utilizados pela Webjet.
Essa união deverá fazer com que a Gol tenha 45,65% de participação no mercado. A TAM, atual líder do mercado, tem 38,89%.
Meses após o anúncio da compra pela GOL, a companhia administradora repassou 3 de suas aeronaves para a Webjet. Eram os  Boeings 737-800SFP, um dos jatos comerciais mais utilizados na aviação mundial. Os três Boeing 737-800 entraram em operação em Dezembro/2011, Janeiro/2012 e Fevereiro/2012 são eles o PR-GTI,PR-GTU e PR-GTJ,todos com a mesma configuração de assentos (184) e ainda possuem prefixos da antiga operadora.
Em Fevereiro de 2012 a Webjet inicia suas operações no Terminal 4 de Guarulhos. É a primeira companhia a operar no novo terminal.
No dia 10 de Outubro de 2012, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprova a compra da Webjet pela VRG Linhas Aéreas S/A (GOL). No dia 17 de Outubro de 2012 o site da Webjet sai do ar, e as vendas de voos WH são direcionadas para os canais da GOL. A partir desta data, inicia-se o processo de unificação das operações entre as duas companhias.
No dia 21 de Novembro de 2012, o CADE autorizou a extinção da operadora e sua marca, tendo inclusive as flags da Webjet sendo removidas do site de compra de passagens da GOL.
Em 23 de novembro de 2012 a Gol anuncia fim da Webjet e desligamento de 850 funcionários.

(Fonte Wikipédia)

 

Bem prezados leitores, iniciei esta postagem com as informações acima somente com o objetivo de traçar um breve histórico da Webjet para entendermos melhor o que está acontecendo mais uma vez no mercado brasileiro de aviação. Desde a última sexta-feira que 850 funcionários da Webjet foram demitidos e fazem parte das estatísticas sobre o desemprego no Brasil. Um país que está prestes a realizar dois grandes eventos, um em 2014 (Copa do Mundo de Futebol) e outro em 2016 (Olimpíadas) e, que deveria ter no transporte aéreo o suporte para a mobilidade das pessoas durante esses eventos , não pode permitir que situações como estas aconteçam de forma tão esdrúxula. Como entender que o CADE aceita a compra da WEB pela GOL e não analisa possíveis impactos na econômia brasileira ? Se fez alguma análise será que já sabiam que poderia haver essa demissão em massa ? Ainda nem conseguiram resolver o caso da quebra da VARIG (2006) e já temos outra empresa aérea extinta no cenário nacional ! Quando é que o CONAC poderá criar uma política de desenvolvimento sustentável da nossa aviação comercial ? Chega de amadorismo neste setor ! Precisamos urgente de uma política e de estratégias econômicas para o setor aéreo. Não podemos mais aceitar que interesses particulares afetem a vida de pessoas que precisam de trabalho para sustentar seus familiares. O Brasil ainda é muito pequeno em relação ao mercado mundial de aviação e ao potêncial que possui. Se compararmos o nosso mercado com os países de dimensões continentais semelhantes às nossas ( Estados Unidos, Canadá, Russia, México...) ainda estamos muito atrás em relação a estrutura da aviação comercial. Precisamos pensar grande! Desde a quebra da TransBrasil, Vasp e Varig que nosso mercado não aumentou o número de oferta de assentos , pois naquela época estas companhias tinham aeronaves com média de 200 assentos e o que temos hoje é um maior número de aeronaves, mas com média de 100 assentos que no somatório total equivalem ao mesmo número  de assentos que aquelas companhias ofereciam à época, ou seja, não houve nenhum crescimento verdadeiro nesse aspecto.Como podemos crescer assim? Espero que os ex-funcionários da Webjet não tenham o mesmo fim dos ex-funcionários da VARIG que até hoje, passados 6 anos, não receberam as suas indenizações. Que pelo menos o Ministério do Trabalho faça justiça desta vez.

Um comentário:

Anônimo disse...

Lamentável e muito triste.


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